Um grande número de estudantes apresentam dificuldade na aprendizagem da matemática, e
uma porcentagem significativa considera que essa área de aprendizagem é um
tormento. As dificuldades envolvidas no seu ensino e aprendizagem e os maus
resultados escolares transformam a matemática numa área de preocupação. A
aprendizagem da matemática exige
competências cognitivas distintas dentre elas a utilização da informação
numérica, a memória, a atenção e a coordenação(organização) e outras mais. À
margem destes aspectos, a dificuldade nesta área tem muito a ver com a forma
como ela é abordada; com as estratégias didáticas utilizadas para o seu
ensino-aprendizagem e as situações emocionais que afetam seu desempenho.
A
aprendizagem da matemática é necessária para que seja possível organizar o
pensamento e para estimular o raciocínio dedutivo (lógico) do aluno. Áreas de
dificuldades que podem interferir no desempenho em matemática: Habilidades
espaciais, Perseverança, Linguagem,
Raciocínio abstrato, Memória, Processamento perspectivo, Problemas
emocionais. Algumas noções necessárias para uma boa aprendizagem matemática:
Correspondência, Classificação, Seriação e Conservação. A intervenção do professor se faz necessária
para que a construção das competências próprias da matemática sejam efetivas,
através de uma sequência progressiva na aprendizagem, dentro de um contexto
significativo em que a prática e experiências concretas permitam à criança
interiorizar os novos conceitos. E que nesse processo de aprendizagem o
estudante seja capaz de compreender os conceitos matemáticos, sabendo
aplicá-los no seu cotidiano, tendo uma atitude positiva frente ao aprendizado
da matemática. O professor constrói os saberes da matemática a partir dos
saberes que a criança já tem. No momento
de avaliar o processo, ou seja, quando de trata de analisar o que se aprendeu,
o que não e o porquê, estaremos completando o processo e estaremos preocupados
em melhorar o ensino. Para muitos professores avaliar é fazer provas,
aplica-las e dar notas. Isto é simplesmente medir ou qualificar o
aproveitamento escolar, avaliar vai mais além. Um professor que avalia
preocupa-se em saber o que sabe o aluno, o que não sabe e como sabe. Além
disso, preocupa-se em compreender como chegou ao conhecimento ou quais
obstáculos o impediram de chegar a ele. Por isso, a qualificação não nos ajuda
a melhorar o ensino enquanto a avaliação sim.
Segundo Jean Piaget e Szeminska (1940) “ a construção do número acontece
gradualmente por “partes” , ao invés de tudo de uma vez. A primeira parte vai
até aproximadamente 7 anos, a segunda
até 8 - 15 e a terceira até 15 –
30”; os aspectos lógicos do número como
as atividades pré-numéricas (seriação,
classificação e correspondência termo a termo) são desenvolvidas com base nos
intercâmbios dos alunos com o ambiente , não dependendo da autorização dos adultos para que ocorram,
pois a construção da estrutura lógico
matemática pode ser construída pelos
próprios alunos e cabe aos
professores encorajar de forma
espontânea e oportunizar as relações de coisas, quantificação de
objetos, comparação de objetos, interação social com os colegas e
professores, com o objetivo de promover
a construção mental do número, para que
eles tenham um pensamento ativo e autônomo em diferentes situações, em todos os tipos de
eventos e ações.
O alunos ativos e curiosos não aprendem Matemática memorizando, repetindo e exercitando, mas resolvendo situações-problema, enfrentando obstáculos cognitivos e utilizando os conhecimentos que sejam frutos de sua inserção familiar e social.. Também merecem destaque algumas posturas que o professor deve levar em conta ao propor atividades numéricas, como encorajar as crianças a colocar objetos em relação, pensar sobre os números e interagir com seus colegas. O professor deve permitir aos alunos o “erro” sendo a correção não indicada, para descobrir como foi que eles usam a inteligência, como organizam os pensamentos.
Segundo Constante Kamii (1990) "Quando ensinamos número e aritmética como se nós, adultos, fôssemos a única fonte válida de retroalimentação, sem querer ensinamos também que a verdade só pode sair de nós. Então a criança aprende a ler no rosto do professor sinais de aprovação ou desaprovação. Tal instrução reforça a heterônomia da criança e resulta numa aprendizagem que se conforma com a autoridade do adulto. Não é dessa forma que as crianças desenvolverão o conhecimento do número, a autonomia, ou a confiança em sua habilidade matemática. (...) Embora a fonte definitiva de retroalimentação esteja dentro da criança, o desacordo com outras crianças pode estimulá-la a reexaminar suas próprias ideias. Quando a criança discute que 2 + 4 = 5, por exemplo, ela tem a oportunidade de pensar sobre a correção de seu próprio pensamento se quiser convencer a alguém mais. É por isso que a confrontação social entre colegas é indispensável (...)"
O alunos ativos e curiosos não aprendem Matemática memorizando, repetindo e exercitando, mas resolvendo situações-problema, enfrentando obstáculos cognitivos e utilizando os conhecimentos que sejam frutos de sua inserção familiar e social.. Também merecem destaque algumas posturas que o professor deve levar em conta ao propor atividades numéricas, como encorajar as crianças a colocar objetos em relação, pensar sobre os números e interagir com seus colegas. O professor deve permitir aos alunos o “erro” sendo a correção não indicada, para descobrir como foi que eles usam a inteligência, como organizam os pensamentos.
Segundo Constante Kamii (1990) "Quando ensinamos número e aritmética como se nós, adultos, fôssemos a única fonte válida de retroalimentação, sem querer ensinamos também que a verdade só pode sair de nós. Então a criança aprende a ler no rosto do professor sinais de aprovação ou desaprovação. Tal instrução reforça a heterônomia da criança e resulta numa aprendizagem que se conforma com a autoridade do adulto. Não é dessa forma que as crianças desenvolverão o conhecimento do número, a autonomia, ou a confiança em sua habilidade matemática. (...) Embora a fonte definitiva de retroalimentação esteja dentro da criança, o desacordo com outras crianças pode estimulá-la a reexaminar suas próprias ideias. Quando a criança discute que 2 + 4 = 5, por exemplo, ela tem a oportunidade de pensar sobre a correção de seu próprio pensamento se quiser convencer a alguém mais. É por isso que a confrontação social entre colegas é indispensável (...)"
Ao
apresentarmos o conceito dos números para os alunos devemos saber que os
processos envolvidos na construção dos
números acontecem de acordo com as vivências, as experiências e
conclusões do universo em que eles estão
inseridos e a ajuda do professor aparece ao observar como eles pensam a fim de
entender a lógica existente nos erros, para buscar os acertos.
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