terça-feira, 17 de setembro de 2013

A INTERVENÇÃO DO PROFESSOR NO CONCEITO DOS NÚMEROS

POSTADO POR ADRIANA, FABIANA E MARLUCI
            Um  grande número de estudantes apresentam  dificuldade na aprendizagem da matemática, e uma porcentagem significativa considera que essa área de aprendizagem é um tormento. As dificuldades envolvidas no seu ensino e aprendizagem e os maus resultados escolares transformam a matemática numa área de preocupação. A aprendizagem da  matemática exige competências cognitivas distintas dentre elas a utilização da informação numérica, a memória, a atenção e a coordenação(organização) e outras mais. À margem destes aspectos, a dificuldade nesta área tem muito a ver com a forma como ela é abordada; com as estratégias didáticas utilizadas para o seu ensino-aprendizagem e as situações emocionais que afetam seu desempenho.
A aprendizagem da matemática é necessária para que seja possível organizar o pensamento e para estimular o raciocínio dedutivo (lógico) do aluno. Áreas de dificuldades que podem interferir no desempenho em matemática: Habilidades espaciais, Perseverança, Linguagem,  Raciocínio abstrato, Memória, Processamento perspectivo, Problemas emocionais. Algumas noções necessárias para uma boa aprendizagem matemática: Correspondência, Classificação, Seriação e Conservação.  A  intervenção do professor se faz necessária para que a construção das competências próprias da matemática sejam efetivas, através de uma sequência progressiva na aprendizagem, dentro de um contexto significativo em que a prática e experiências concretas permitam à criança interiorizar os novos conceitos. E que nesse processo de aprendizagem o estudante seja capaz de compreender os conceitos matemáticos, sabendo aplicá-los no seu cotidiano, tendo uma atitude positiva frente ao aprendizado da matemática. O professor constrói os saberes da matemática a partir dos saberes que a criança já tem.  No momento de avaliar o processo, ou seja, quando de trata de analisar o que se aprendeu, o que não e o porquê, estaremos completando o processo e estaremos preocupados em melhorar o ensino. Para muitos professores avaliar é fazer provas, aplica-las e dar notas. Isto é simplesmente medir ou qualificar o aproveitamento escolar, avaliar vai mais além. Um professor que avalia preocupa-se em saber o que sabe o aluno, o que não sabe e como sabe. Além disso, preocupa-se em compreender como chegou ao conhecimento ou quais obstáculos o impediram de chegar a ele. Por isso, a qualificação não nos ajuda a melhorar o ensino enquanto a avaliação sim.
 Segundo  Jean Piaget  e Szeminska (1940)   “ a construção do número acontece gradualmente por “partes” , ao invés de tudo de uma vez. A primeira parte vai até aproximadamente 7 anos, a segunda  até 8 -  15 e a terceira até 15 – 30”;  os aspectos lógicos do número como as  atividades pré-numéricas (seriação, classificação e correspondência termo a termo) são desenvolvidas com base nos intercâmbios dos alunos com o ambiente , não dependendo  da autorização dos adultos para que ocorram, pois a  construção da estrutura lógico matemática  pode ser construída pelos próprios alunos e cabe  aos professores  encorajar de forma espontânea e  oportunizar  as relações de coisas, quantificação de objetos, comparação de objetos, interação social com os colegas e professores,  com o objetivo de promover a construção mental do número,  para que eles  tenham  um pensamento ativo e autônomo em  diferentes situações, em todos os tipos de eventos e ações.
 O alunos ativos  e curiosos  não aprendem  Matemática memorizando, repetindo e exercitando, mas resolvendo situações-problema, enfrentando obstáculos cognitivos e utilizando os conhecimentos que sejam frutos de sua inserção familiar e social.. Também merecem destaque algumas posturas que o professor deve levar em conta ao propor atividades numéricas, como encorajar as crianças a colocar objetos em relação, pensar sobre os números e interagir com seus colegas.  O professor deve  permitir aos alunos o “erro” sendo a correção não indicada, para descobrir como foi que eles usam a inteligência, como organizam os pensamentos.
Segundo Constante  Kamii (1990)   "Quando ensinamos número e aritmética como se nós, adultos, fôssemos a única fonte válida de retroalimentação, sem querer ensinamos também que a verdade só pode sair de nós. Então a criança aprende a ler no rosto do professor sinais de aprovação ou desaprovação. Tal instrução reforça a  heterônomia  da criança e resulta numa aprendizagem que se conforma com a autoridade do adulto. Não é dessa forma que as crianças desenvolverão o conhecimento do número, a autonomia, ou a confiança em sua habilidade matemática. (...) Embora a fonte definitiva de retroalimentação esteja dentro da criança, o desacordo com outras crianças pode estimulá-la a reexaminar suas próprias ideias. Quando a criança discute que 2 + 4 = 5, por exemplo, ela tem a oportunidade de pensar sobre a correção de seu próprio pensamento se quiser convencer a alguém mais. É por isso que a confrontação social entre colegas é indispensável (...)"
Ao apresentarmos o conceito dos números para os alunos devemos saber que os processos envolvidos na construção dos  números  acontecem  de acordo com as vivências, as experiências e conclusões do  universo em que eles estão inseridos e a ajuda do professor aparece ao observar como eles pensam a fim de entender a lógica existente nos erros, para buscar os acertos.



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