terça-feira, 27 de agosto de 2013

DANDO NOME AOS NÚMEROS


                                                                                                                         
 A ideia de número não está restrita a espécie humana. Vários animais podem ser treinados para distinguir diferentes números de objetos. É lógico que não achamos que eles contam conscientemente os objetos, porém podem fazer distinção entre os números pelas diferenças de padrão criadas pelos mesmos.
A maioria de nós, por exemplo, ainda segue este padrão quando lida com cartas de baralho mesmo tendo pouco conhecimento das mesmas assim cada carta possui um pequeno número no canto superior esquerdo embora um jogador não precise disso. Os desenhos de cartas anexos não possuem números. Isso causa atrapalhação? Ou o leitor é capaz de reconhecê-las? Assim mesmo ao vê-las e sem contar.
Um ponto crucial na história da matemática surgiu quando foram necessários mais padrões; quando foi algo mais do que olhar para dentro de uma caverna para ter certeza que os dois filhos estavam presentes, ou uma vistoria no depósito de machados de pedra para se certificar-se de que lá continuavam os quatro machados de reserva.
A certa altura o homem achou necessário transmitir números. Ele tinha que se dirigir ao seu vizinho e dizer: “Escute, meu amigo, você não tirou um dos meus machados de pedra na última vez que esteve na minha caverna?” Então se o vizinho dissesse: Ora porque está pensando nisso? Seria conveniente ser capaz de dizer “Veja meu amigo eu tinha quatro machados de pedra reserva, e fiquei com três quando você foi embora”.
Em suma, é útil ter nomes para números diferentes.





Bibliografia
Asimov, Isaac. No mundo dos números. Rio de Janeiro: FranciscoAlves, 1995. págs.5,6.



Postado por Adriana

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